{"id":1021,"date":"2024-11-26T13:11:42","date_gmt":"2024-11-26T16:11:42","guid":{"rendered":"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/?p=1021"},"modified":"2025-04-10T03:11:18","modified_gmt":"2025-04-10T06:11:18","slug":"meninas-quilombolas-a-importancia-da-educacao-dentro-do-territorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/meninas-quilombolas-a-importancia-da-educacao-dentro-do-territorio\/","title":{"rendered":"Meninas quilombolas: a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o dentro do territ\u00f3rio"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/MEC-investira-R-195-milhoes-em-escolas-indigenas-e-quilombolas-1024x768.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-1022\" srcset=\"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/MEC-investira-R-195-milhoes-em-escolas-indigenas-e-quilombolas-1024x768.webp 1024w, https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/MEC-investira-R-195-milhoes-em-escolas-indigenas-e-quilombolas-300x225.webp 300w, https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/MEC-investira-R-195-milhoes-em-escolas-indigenas-e-quilombolas-768x576.webp 768w, https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/MEC-investira-R-195-milhoes-em-escolas-indigenas-e-quilombolas.webp 1040w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/almapreta.com.br\/sessao\/quilombo\/meninas-quilombolas-a-importancia-da-educacao-dentro-do-territorio\/\">Reportagem publicada originalmente no site Alma Preta, em 03\/11\/2024<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Por:<\/strong>&nbsp;Maria Leontina Nunes Freitas, 18 anos, do quilombo de Concei\u00e7\u00e3o das Crioulas (PE); Rhuanny Batista Albernaz, 19 anos, do quilombo S\u00e3o Judas Tadeu, Bujaru (PA)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ser quilombola \u00e9 compartilhar com outros indiv\u00edduos valores, costumes e princ\u00edpios ancestrais dos antigos quilombos. Temos uma liga\u00e7\u00e3o bastante forte com nosso territ\u00f3rio e nosso povo, e por isso \u00e9 t\u00e3o importante vivermos a nossa vida acad\u00eamica cercadas por quem pertence ao mesmo grupo, no mesmo local onde demos os primeiros passos. Concluir os estudos dentro da pr\u00f3pria comunidade \u00e9 uma experi\u00eancia \u00fanica porque, al\u00e9m de estarmos rodeadas por pessoas que entendem a cultura, a hist\u00f3ria e as tradi\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o quilombola, tamb\u00e9m permite a\u00a0<a href=\"https:\/\/almapreta.com.br\/sessao\/politica\/tocantins-registra-34-candidatos-indigenas-e-quilombolas-eleitos-neste-ano\/\">constru\u00e7\u00e3o de la\u00e7os fortes<\/a>\u00a0com os professores e colegas, que se tornam uma rede de apoio para as estudantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ter professores&nbsp;<a href=\"https:\/\/almapreta.com.br\/sessao\/quilombo\/imersao-de-mulheres-quilombolas-rumo-a-cop-30-reafirma-luta-em-prol-da-justica-climatica-e-politicas-ambientais-nos-territorios\/\">especializados em conte\u00fado quilombola<\/a>&nbsp;significa n\u00e3o s\u00f3 aprender as mat\u00e9rias tradicionais, mas tamb\u00e9m o conhecimento e os valores essenciais para nossa cultura. Eles trazem para a sala de aula a hist\u00f3ria e os saberes dos antepassados, sempre valorizando nossa heran\u00e7a. Isso faz toda a diferen\u00e7a, pois aprendemos sobre a resist\u00eancia do povo que nos originou e nos inspira a lutar pela preserva\u00e7\u00e3o de tudo o que envolve essa ancestralidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, fazer parte da Escola Nacional de Forma\u00e7\u00e3o de Meninas Quilombolas foi t\u00e3o importante para todas n\u00f3s. A iniciativa do Coletivo Nacional de Educa\u00e7\u00e3o da CONAQ, com apoio do Fundo Malala, cumpriu seu objetivo de formar jovens quilombolas, preferencialmente meninas, em escolas dentro das pr\u00f3prias comunidades. Gra\u00e7as \u00e0 escola, 39 meninas e 11 meninos quilombolas, com idades entre 15 e 18 anos, se formaram nos anos finais do ensino fundamental e iniciais do ensino m\u00e9dio. Quarenta professores quilombolas, ou que atuam em escolas com essa modalidade de ensino, tamb\u00e9m foram formados na institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto, que terminou agora em 2024, contribuiu muito para&nbsp;<a href=\"https:\/\/almapreta.com.br\/sessao\/politica\/duas-comunidades-quilombolas-sao-reconhecidas-no-rio-de-janeiro\/\">assegurar o acesso dos quilombolas<\/a>&nbsp;\u00e0 educa\u00e7\u00e3o, pois muitas vezes somos obrigadas a estudar longe de onde moramos, enfrentando dificuldades como a precariedade do trajeto e o superlotamento das salas de aula. Sem falar no obst\u00e1culo cultural: professores que n\u00e3o t\u00eam conhecimento sobre a cultura dos quilombos e n\u00e3o levam em conta o legado dos antepassados. Poucos falavam sobre as hist\u00f3rias antigas dos quilombolas, preferindo abordar apenas os conte\u00fados europeus. Infelizmente, os assuntos hist\u00f3ricos eram focados na vida antes da liberta\u00e7\u00e3o dos escravos.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudar dentro dos quilombos tamb\u00e9m nos ajuda a continuar com as a\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade praticadas por nossos ancestrais, pois a cultura e a agricultura quilombolas est\u00e3o enraizadas em pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis de manejo da natureza. Embora lutem para conscientizar a comunidade sobre a import\u00e2ncia dessas pr\u00e1ticas, ainda h\u00e1 muitas pessoas que n\u00e3o participam ativamente ou n\u00e3o seguem esses princ\u00edpios. Nossa miss\u00e3o \u00e9 justamente continuar promovendo essa conscientiza\u00e7\u00e3o e incentivando todos a se envolverem, mostrando o valor da preserva\u00e7\u00e3o para o futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s, meninas quilombolas, podemos contribuir para a educa\u00e7\u00e3o de muitas maneiras. Primeiro, podemos compartilhar a perspectiva e a viv\u00eancia do povo quilombola, trazendo para a educa\u00e7\u00e3o conte\u00fados que refletem a realidade e as necessidades das nossas comunidades. Al\u00e9m disso, ao virarmos educadoras, podemos garantir que o ensino seja feito de forma respeitosa e representativa. Acreditamos que tamb\u00e9m temos um papel importante na constru\u00e7\u00e3o de curr\u00edculos que valorizem a hist\u00f3ria do nosso povo e que ajudem a combater o racismo e a discrimina\u00e7\u00e3o. E, por fim, ao nos engajarmos na educa\u00e7\u00e3o, inspiramos as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es a ter orgulho de sua identidade e a lutar por um futuro justo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reportagem publicada originalmente no site Alma Preta, em 03\/11\/2024 Por:&nbsp;Maria Leontina Nunes Freitas, 18 anos, do quilombo de Concei\u00e7\u00e3o das Crioulas (PE); Rhuanny Batista Albernaz, 19 anos, do quilombo S\u00e3o Judas Tadeu, Bujaru (PA) Ser quilombola \u00e9 compartilhar com outros indiv\u00edduos valores, costumes e princ\u00edpios ancestrais dos antigos quilombos. 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