{"id":1260,"date":"2025-03-13T15:57:03","date_gmt":"2025-03-13T18:57:03","guid":{"rendered":"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/?p=1260"},"modified":"2025-04-10T03:20:59","modified_gmt":"2025-04-10T06:20:59","slug":"a-bioeconomia-amazonica-como-agenda-propositiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/a-bioeconomia-amazonica-como-agenda-propositiva\/","title":{"rendered":"A bioeconomia amaz\u00f4nica como agenda propositiva"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O Brasil foi eficiente ao incluir a pauta da bioeconomia durante sua presid\u00eancia no G20. Sediar a COP 30 dar\u00e1 uma nova oportunidade para o Pa\u00eds refor\u00e7ar essa estrat\u00e9gia. Mas isso requer um esfor\u00e7o coordenado entre governos e sociedade, a fim de apresentar solu\u00e7\u00f5es estruturais para os desafios da regi\u00e3o e do mundo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/cacau1-1024x576.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-1261\" srcset=\"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/cacau1-1024x576.webp 1024w, https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/cacau1-300x169.webp 300w, https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/cacau1-768x432.webp 768w, https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/cacau1.webp 1100w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Texto: Andr\u00e9 Vianna, diretor t\u00e9cnico do Idesam,\u00a0<a href=\"https:\/\/pagina22.com.br\/2025\/02\/28\/a-bioeconomia-amazonica-como-agenda-propositiva\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">em artigo publicado originalmente na P\u00e1gina 22<\/a><\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><em>O Brasil foi eficiente ao incluir a pauta da bioeconomia durante sua presid\u00eancia no G20. Sediar a COP 30 dar\u00e1 uma nova oportunidade para o Pa\u00eds refor\u00e7ar essa estrat\u00e9gia. Mas isso requer um esfor\u00e7o coordenado entre governos e sociedade, a fim de apresentar solu\u00e7\u00f5es estruturais para os desafios da regi\u00e3o e do mundo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>A Amaz\u00f4nia est\u00e1 no centro do debate global sobre sustentabilidade, e a COP 30, que ser\u00e1 sediada em Bel\u00e9m em novembro, representa uma das oportunidades para o Brasil demonstrar lideran\u00e7a e avan\u00e7os concretos. No entanto, corremos o risco de perder essa chance caso n\u00e3o consigamos apresentar solu\u00e7\u00f5es estruturais para os desafios da regi\u00e3o e do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>O contexto geopol\u00edtico global est\u00e1 em transforma\u00e7\u00e3o, com disputas comerciais, descarboniza\u00e7\u00e3o da economia e maior escrut\u00ednio sobre cadeias produtivas. Se o Brasil n\u00e3o se posicionar adequadamente, poder\u00e1 ficar \u00e0 margem das novas din\u00e2micas econ\u00f4micas e perder investimentos essenciais para a transi\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia para uma economia de menor impacto ambiental e inclusiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Historicamente, o desmatamento na regi\u00e3o esteve atrelado \u00e0 expans\u00e3o de pastagens de baixa produtividade e \u00e0 press\u00e3o do mercado de&nbsp;<em>commodities<\/em>. Em momentos anteriores, a\u00e7\u00f5es coordenadas entre governo, setor privado e sociedade civil conseguiram frear a tend\u00eancia de crescimento do desmatamento e, at\u00e9 mesmo, reduzi-lo. Entretanto, a din\u00e2mica atual \u00e9 mais complexa, com a inser\u00e7\u00e3o de novos atores e desafios.<\/p>\n\n\n\n<p>O crime organizado tem sido um desses atores do desmatamento e vem expandindo sua influ\u00eancia sobre garimpos ilegais, ocupa\u00e7\u00f5es clandestinas e extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira. Essa atividade criminosa n\u00e3o apenas acelera a degrada\u00e7\u00e3o ambiental, mas tamb\u00e9m agrava as condi\u00e7\u00f5es sociais das popula\u00e7\u00f5es tradicionais, aumentando a viol\u00eancia e a vulnerabilidade de comunidades ribeirinhas e ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, a maior frequ\u00eancia de eventos clim\u00e1ticos extremos tem sido vivenciada pelas pessoas que residem na Amaz\u00f4nia ao sentirem impactos ambientais, sociais e econ\u00f4micos. Dois anos seguidos do fen\u00f4meno El Ni\u00f1o resultaram em recordes negativos nos n\u00edveis das calhas dos rios e impactaram &nbsp;a qualidade de vida das popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas, elevando, ainda,&nbsp; o tempo de transportes e custos de produtos para a popula\u00e7\u00e3o em geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, o evento clim\u00e1tico estava acompanhado de um padr\u00e3o de desmatamento e queimadas diferente dos anos anteriores, o que demanda aten\u00e7\u00e3o pois, apesar da redu\u00e7\u00e3o significativa no desmatamento, foi registrado aumento no n\u00famero de focos de inc\u00eandios.<\/p>\n\n\n\n<p>As a\u00e7\u00f5es de comando e controle se mostraram eficientes no curto prazo. Contudo, sem uma mudan\u00e7a na matriz econ\u00f4mica de forma que esta seja pautada por atividades sustent\u00e1veis, tais esfor\u00e7os ficam sujeitos a oscila\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e pol\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao olharmos as janelas de oportunidades, o Brasil foi eficiente ao incluir a pauta da bioeconomia durante sua presid\u00eancia no G20. Em muitos pa\u00edses ainda n\u00e3o h\u00e1 uma vis\u00e3o de conserva\u00e7\u00e3o ambiental, e principalmente da Amaz\u00f4nia, em fun\u00e7\u00e3o de atividades produtivas, que \u00e9 a principal estrat\u00e9gia&nbsp; de longo prazo. Sediar a COP 30 nos dar\u00e1 uma nova oportunidade para refor\u00e7armos essa estrat\u00e9gia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 fundamental, portanto, considerar e aproveitar as oportunidades que surgem a partir da bioeconomia \u2013 mesmo na aus\u00eancia de atores-chave como os EUA. No entanto, para capitaliz\u00e1-las plenamente, \u00e9 preciso haver uma prepara\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e um esfor\u00e7o coordenado entre governos e sociedade. O trabalho j\u00e1 iniciado exige agora uma abordagem renovada, que seja capaz de se adaptar aos novos desafios e potencializar seus efeitos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/idesam.org\/noticia\/a-bioeconomia-amazonica-como-agenda-propositiva\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/idesam.org\/noticia\/a-bioeconomia-amazonica-como-agenda-propositiva\/\">(Fonte: Idesam)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil foi eficiente ao incluir a pauta da bioeconomia durante sua presid\u00eancia no G20. Sediar a COP 30 dar\u00e1 uma nova oportunidade para o Pa\u00eds refor\u00e7ar essa estrat\u00e9gia. Mas isso requer um esfor\u00e7o coordenado entre governos e sociedade, a fim de apresentar solu\u00e7\u00f5es estruturais para os desafios da regi\u00e3o e do mundo. 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