{"id":1715,"date":"2025-12-05T09:26:13","date_gmt":"2025-12-05T12:26:13","guid":{"rendered":"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/?p=1715"},"modified":"2025-12-12T09:38:53","modified_gmt":"2025-12-12T12:38:53","slug":"quilomboteca-iniciativa-planta-pes-de-livros-e-celebra-identidade-afro-brasileira-atraves-da-cultura-e-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/quilomboteca-iniciativa-planta-pes-de-livros-e-celebra-identidade-afro-brasileira-atraves-da-cultura-e-educacao\/","title":{"rendered":"Quilomboteca: iniciativa \u201cplanta p\u00e9s de livros\u201d e celebra identidade afro-brasileira atrav\u00e9s da cultura e educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"519\" src=\"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/hero_69334d35d6235_20251205182301.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1716\" srcset=\"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/hero_69334d35d6235_20251205182301.jpg 900w, https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/hero_69334d35d6235_20251205182301-300x173.jpg 300w, https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/hero_69334d35d6235_20251205182301-768x443.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"> Cr\u00e9dito: Instituto Perpetuar<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong><em>Texto de Keyse Valadares*, com revis\u00e3o de Daniel Nardin e imagens do acervo do Instituto Perpetuar e v\u00eddeo de Ruthelly Valadares. Esta reportagem integra uma iniciativa de valoriza\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias por comunicadores das comunidades que integram a&nbsp;<a href=\"https:\/\/conexaopovosdafloresta.org.br\/\">Rede Conex\u00e3o Povos da Floresta<\/a>, numa parceria com o Amaz\u00f4nia Vox.&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na comunidade quilombola Oxal\u00e1 de Jacunday, entre igarap\u00e9s e ramais de terra batida, uma pequena casa de madeira chama a aten\u00e7\u00e3o pelo colorido vibrante e a movimenta\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes. Ali, a estrutura f\u00edsica \u00e9 mais que um centro que re\u00fane livros e serve de refer\u00eancia para os mais novos. O pr\u00f3prio nome escolhido j\u00e1 diz muito: a Quilomboteca Osvaldina Valadares \u00e9 uma iniciativa que usa a educa\u00e7\u00e3o para valorizar saberes e fazeres quilombolas, fortalecendo o legado vivo na comunidade dos ensinamentos de uma de suas matriarcas.&nbsp; O espa\u00e7o foi inaugurado em 2019, sendo a primeira biblioteca comunit\u00e1ria do Territ\u00f3rio Quilombola de Jambua\u00e7u, no munic\u00edpio de Moju, no nordeste paraense.<\/p>\n\n\n\n<p>A neta Samilly Valadares, \u00e9 uma das respons\u00e1veis pelo espa\u00e7o e explica que a quilomboteca vai al\u00e9m dos limites do espa\u00e7o f\u00edsico da pequena casa. \u201c\u00c9 continuidade, \u00e9 uma tecnologia ancestral de educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 palco de mem\u00f3ria, afeto, uma identidade que pulsa ancestralidade\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"522\" height=\"687\" src=\"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/quilomboteca3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1717\" srcset=\"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/quilomboteca3.jpg 522w, https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/quilomboteca3-228x300.jpg 228w\" sizes=\"(max-width: 522px) 100vw, 522px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Samilly Valadares, neta de Dona Perp\u00e9tua e idealizadora e presidente do Instituto Perpetuar.<\/em> Cr\u00e9dito: Acervo Instituto Perpetuar<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A programa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o e sua manuten\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das a\u00e7\u00f5es do Instituto Perpetuar, que tem Samilly como idealizadora e presidenta. O nome do instituto \u00e9 tamb\u00e9m uma maneira de reviver e homenagear a sua av\u00f3, que chamava-se Osvaldina, mas era conhecida mesmo como Dona Perp\u00e9tua, quase como antecipando o quanto seu legado segue permanente &#8211; ou perp\u00e9tuo &#8211; na comunidade. O instituto \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o quilombola que trabalha o fortalecimento das identidades e ancestralidades quilombolas por meio da educa\u00e7\u00e3o, da cultura, da arte, do clima e comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A quilomboteca recebe diariamente as crian\u00e7as da comunidade, mas tamb\u00e9m adolescentes, jovens e universit\u00e1rios. \u201c\u00c9 um espa\u00e7o que busca valorizar a literatura afro-brasileira e as narrativas quilombolas, acima de tudo\u201d, refor\u00e7a Samilly.<\/p>\n\n\n\n<p>Nascida na comunidade quilombola de Concei\u00e7\u00e3o do Mirindeua, Dona Perp\u00e9tua mudou-se para a comunidade Oxal\u00e1 de Jacunday. Foi ali que criou ra\u00edzes e casou-se com Raimundo Valadares e juntos formaram fam\u00edlia. \u201cDaquelas onde o amor n\u00e3o falta, que fazem um barulho dos bons, oito filhos, doze netos, tr\u00eas bisnetos, alguns ela conheceu, outros n\u00e3o, mas passou a b\u00ean\u00e7\u00e3o de uma gera\u00e7\u00e3o para outra\u201d, relembra a neta Samilly.<\/p>\n\n\n\n<p>Dona Perp\u00e9tua foi m\u00e3e, av\u00f3, bisav\u00f3, agricultora e gri\u00f4, termo utilizado para aqueles que det\u00e9m a mem\u00f3ria e difunde tradi\u00e7\u00f5es e ensinamentos. \u201cEla ancestralizou em 2010, mas manteve seu legado vivo e aceso como as chamas de uma lamparina\u201d, comenta Samilly. Mesmo sem acesso a livros e educa\u00e7\u00e3o formal, aprendendo a escrever o pr\u00f3prio nome com a filha ca\u00e7ula Rosely Valadares, ela transmitia saber atrav\u00e9s das hist\u00f3rias dos mais antigos, da floresta, da ro\u00e7a, do tempo de plantar e a sabedoria de se \u201csaber escutar o que a terra nos ensina\u201d, lembra Samilly.<\/p>\n\n\n\n<p>Do territ\u00f3rio onde cultivava a\u00e7a\u00ed e mandioca, semeando tamb\u00e9m futuros e imagina\u00e7\u00e3o aos mais novos, nasceu algo que ela n\u00e3o chegou a imaginar, que \u00e9 a quilomboteca. \u201cEla conhecia e transmitia as hist\u00f3rias que importavam, e sabia principalmente, que suas filhas precisavam estudar, que a educa\u00e7\u00e3o era fundamental para fortalecer o seu lugar\u201d, afirma Samilly. Nesse sentido, a quilomboteca refor\u00e7a a mem\u00f3ria daquilo que Dona Perp\u00e9ta mais fazia: contar hist\u00f3rias que fortalecem identidades.<\/p>\n\n\n\n<p>A casinha de madeira pintada em cores vivas, toda colorida, fica na curva do ramal, na beira do igarap\u00e9. Antes, a constru\u00e7\u00e3o pertenceu a Rildo Valadares e Rilma Valadares. Pouco tempo depois de inaugurada, a quilomboteca teve de fechar as portas por conta da pandemia de COVID-19. Quando a pandemia passou, o Instituto Perpetuar n\u00e3o conseguiu reabrir para a comunidade, pois o tempo sem manuten\u00e7\u00e3o impactou na madeira e na pintura do espa\u00e7o. A quilomboteca, por\u00e9m, n\u00e3o parou: se reiventou e virou itinerante.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"621\" src=\"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/quilomboteca4-1024x621.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1718\" srcset=\"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/quilomboteca4-1024x621.jpg 1024w, https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/quilomboteca4-300x182.jpg 300w, https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/quilomboteca4-768x466.jpg 768w, https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/quilomboteca4.jpg 1044w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Casa da primeira sede da Quilomboteca, que precisou fechar durante a pandemia e aguarda reforma para receber os visitantes. Hoje, a quilomboteca \u00e9 itinerante e funciona provisoriamente no escrit\u00f3rio da associa\u00e7\u00e3o de moradores.\u00a0<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Passou a levar hist\u00f3rias e projetos para as escolas e outras comunidades, at\u00e9 com a\u00e7\u00f5es na Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA), em Bel\u00e9m. Entre as iniciativas, relembra Samilly, estavam o \u201cQuilombol\u00ea de F\u00e9rias\u201d, o Circuito \u201cAquilomba\u00ed\u201d, oficinas de teatro, conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias e palha\u00e7aria. Deixou o espa\u00e7o f\u00edsico, mas ocupou outros em diferentes lugares.&nbsp;Em novembro de 2024, a comunidade queria novamente um espa\u00e7o para servir de base para a quilomboteca e o pr\u00f3prio escrit\u00f3rio da associa\u00e7\u00e3o atendeu esse objetivo, ainda que de forma tempor\u00e1ria. \u201c\u00c9 ali que hoje temos esse espa\u00e7o multicultural de brincadeiras, de democratiza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 leitura, as trilhas de saberes das letras e da terra\u201d, celebra Samilly.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O contexto que gerou a Quilomboteca&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quilomboteca nasce da luta das mulheres de Jacunday por uma educa\u00e7\u00e3o que respeite seus saberes e modos de vida. A comunidade fica distante mais de 80 quil\u00f4metros da cidade de Bel\u00e9m, atrav\u00e9s da Rodovia dos Quilombolas, uma via que liga as quinze comunidades do territ\u00f3rio Quilombola de Jambua\u00e7u, no munic\u00edpio de Moju.\u00a0<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"891\" height=\"664\" src=\"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/quilomboteca2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1719\" srcset=\"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/quilomboteca2.jpg 891w, https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/quilomboteca2-300x224.jpg 300w, https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/quilomboteca2-768x572.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 891px) 100vw, 891px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Jovens e crian\u00e7as durante uma das atividades na atual sede da biblioteca, que funciona de forma tempor\u00e1ria no escrit\u00f3rio da associa\u00e7\u00e3o de moradores.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u00c9 nesse sentido de refor\u00e7ar uma educa\u00e7\u00e3o que valorize o territ\u00f3rio que est\u00e1 tamb\u00e9m no centro dos prop\u00f3sitos do Instituto Perpetuar. \u201cEle nasce da inquieta\u00e7\u00e3o acerca da educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o contextualizada \u00e0 realidade quilombola&#8221;, explica Samilly.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, as comunidades quilombolas de Jambua\u00e7u travam uma luta h\u00e1 d\u00e9cadas pela efetiva\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o Escolar Quilombola como modalidade de ensino. \u201cAs escolas no territ\u00f3rio n\u00e3o s\u00e3o reconhecidas como quilombolas, n\u00e3o t\u00eam Projeto Pol\u00edtico Pedag\u00f3gico nem Curr\u00edculo Escolar Diferenciado. O munic\u00edpio n\u00e3o tem Secret\u00e1ria de Igualdade Racial e n\u00e3o dialoga com as comunidades sobre pol\u00edticas de educa\u00e7\u00e3o\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>A cobran\u00e7a tem respaldo na legisla\u00e7\u00e3o. A resolu\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o&nbsp;<a href=\"http:\/\/portal.mec.gov.br\/index.php?option=com_docman&amp;task=doc_download&amp;gid=11963&amp;Itemid=\">08\/2012<\/a>&nbsp;estabelece que a Educa\u00e7\u00e3o Escolar Quilombola deve desenvolver-se com &#8220;proposta pedag\u00f3gica pr\u00f3pria, respeitando a especificidade \u00e9tnico-cultural de cada comunidade&#8221;. J\u00e1 a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/l10.639.htm\">Lei Federal n\u00ba 10.639\/2003<\/a>&nbsp;obriga o ensino de hist\u00f3ria e cultura afro-brasileira em todas as institui\u00e7\u00f5es de ensino fundamental e m\u00e9dio, p\u00fablicas e privadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, a teoria, na pr\u00e1tica, \u00e9 outra. Mais de&nbsp;<a href=\"https:\/\/alana.org.br\/lei-10639-ensino\/\">70% dos munic\u00edpios brasileiros n\u00e3o cumprem a lei&nbsp;<\/a>e o ensino da cultura e hist\u00f3ria afro-brasileira \u00e9 praticamente inexistente no pa\u00eds. \u201cA lei completou 22 anos em 2025, mas na pr\u00e1tica as escolas n\u00e3o s\u00e3o reconhecidas como quilombolas, o curr\u00edculo n\u00e3o dialoga com a realidade das crian\u00e7as. \u00c9 preciso vontade pol\u00edtica, \u00e9 preciso investimento, \u00e9 preciso entender que educa\u00e7\u00e3o quilombola n\u00e3o \u00e9 favor, \u00e9 repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, \u00e9 direito constitucional, \u00e9 compromisso do Estado brasileiro\u201d, afirma Samilly.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diante dessa aus\u00eancia, as netas e filhas de Dona Perp\u00e9tua criam a pr\u00f3pria resposta, e seguem fazendo o que ela ensinou, perpetuando hist\u00f3rias. \u201cQuando vejo as crian\u00e7as aprendendo e se encantando com as hist\u00f3rias, sinto que a presen\u00e7a da minha m\u00e3e continua viva entre n\u00f3s, inspirando novas gera\u00e7\u00f5es e fortalecendo a nossa identidade\u201d, diz Rosely Valadares, sua filha.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Simbolicamente, a lamparina em que Dona Perp\u00e9tua contava as hist\u00f3rias segue acesa, mesmo que agora seja na luz dos olhos das netas construindo sonhos. \u201c\u00c9 uma continuidade de amor, de uma hist\u00f3ria viva. \u00c9 mais que biblioteca, \u00e9 espa\u00e7o de afirma\u00e7\u00e3o, de pertencimento, de aquilombamento\u201d, diz Rilma Valadares, outra das filhas de Dona Perp\u00e9tua.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outra filha, Ren\u00ea Valadares, tamb\u00e9m v\u00ea um pouco de sua m\u00e3e e o carinho com a comunidade quando olha para a quilomboteca cheia de crian\u00e7as e adolescentes, com sorrisos, brincadeiras e rodas de conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias com os mais idosos. \u201cQuando eu olho para a Quilomboteca e estou l\u00e1, \u00e9 como se ela estivesse ali com a gente, caminhando com a gente, nos direcionando a seguir com esse trabalho lindo\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>*Keyse Valadares \u00e9 neta de Osvaldina Valadares, a Dona Perp\u00e9tua. \u00c9 comunicadora e integra a comunidade quilombola Oxal\u00e1 de Jacunday, uma das que fazem parte da Rede Conex\u00e3o Povos da Floresta.<\/em><\/strong><strong><em>A cobertura especial do Amaz\u00f4nia Vox na COP30 tem o apoio da Funda\u00e7\u00e3o Ita\u00fa, Roche e Tereos.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/amazoniavox.com\/noticias\/view\/574\/quilomboteca_iniciativa_planta_pes_de_livros_e_celebra_identidade_afro_brasileira_atraves_da_cultura_e_educacao?src=hh\">Confira a reportagem no site da Amaz\u00f4nia Vox<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto de Keyse Valadares*, com revis\u00e3o de Daniel Nardin e imagens do acervo do Instituto Perpetuar e v\u00eddeo de Ruthelly Valadares. Esta reportagem integra uma iniciativa de valoriza\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias por comunicadores das comunidades que integram a&nbsp;Rede Conex\u00e3o Povos da Floresta, numa parceria com o Amaz\u00f4nia Vox.&nbsp; Na comunidade quilombola Oxal\u00e1 de Jacunday, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1720,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[18,14,11],"tags":[],"class_list":["post-1715","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-criancas-e-adolescentes","category-cultura-e-ancestralidade","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1715","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1715"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1715\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1722,"href":"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1715\/revisions\/1722"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1720"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1715"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1715"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/solved.eco.br\/intranet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1715"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}